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13 de abril de 2009

Eu não fui à Muxima

O titulo deve parecer estranho porque eu normalmente escrevo sobre locais onde estive e não, desta vez não é excepção, mas não digam a ninguém. Eu só soube depois, mas quem vai à Muxima, fica com fama de ter ido encomendar algum feitiço.
O santuário de Nossa Senhora da Muxima é conhecido como tendo a maior peregrinação de Angola, mas também por ter ao lado da igreja umas senhoras, que segundo parece, fazem umas rezas diferentes. Parece que estas rezas têm objectivos que fariam cair do altar os santos, que estão logo ali ao lado se estes as ouvissem.

A Muxima além da igreja cuja fundação terá acontecido por volta do ano 1600 e das tais senhoras, nas cubatas ao lado tem outros pontos de interesse, nomeadamente um forte de onde se controla todo o rio até onde a vista alcança e que proporciona uma vista realmente fantástica.

O forte está limpo, nota-se que foi pintado e alvo de obras recentemente o que é de saúdar e que até me surpreendeu, não estava mesmo nada à espera.
Ao fazer o caminho percebe-se que há vontade de criar bons acessos ao santuário, uma vez que a estrada está toda a ser refeita e está em construção uma enorme ponte sobre o rio Kuanza para substituir a actual. Esta ultima é uma ponte temporária e é realmente assustadora, porque está inclinada e é mesmo junto leito do rio, não sendo aconselhável a cardíacos.

A visita ao interior da igreja teve de ficar para uma próxima oportunidade uma vez que estava a decorrer a missa e havia pessoas até à porta, estava completamente cheia.

A igreja fica junto ao rio, que na altura das chuvas, apresenta um caudal deveras impressionante, mas o melhor é lá no cimo, a vista a partir do forte é de tirar o fôlego, realmente fantástica. Nem mesmo o panorama que está acima que foi feito com 6 fotografias consegue mostrar tudo, é realmente um local fantástico.

Depois da visita ao forte e à aldeia que fica um pouco mais à frente decidimos fazer o regresso por Caboledo que fica apenas a 120kms, pela picada que estava também ela estava a ser toda reparada, parecia uma pista.

Antes das lagostas e do merecido mergulho em Caboledo, onde chegámos por voltas das 14h, o único ponto de interesse na viagem, foi um encontro com meia duzia de macacos, que atravessaram a estrada à nossa frente e desapareceram nas copas das árvores.