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22 de agosto de 2010

Finalmente a praia dos barcos


Ao fim de alguns anos em Angola, finalmente consegui ir à praia dos barcos. Já sabia da sua existência à bastante tempo e até já tinha tentado sem sucesso ir até lá, hoje finalmente conseguimos. Hoje até não seria o melhor dia para passeios, depois de ter chegado a casa às 5.30, mas como me acordaram ás 9.30 depois do pequenos almoço na Vouzelense lá fomos nós.
A viagem começou mal, com o transito caótico, nas obras intermináveis até ao Cacuaco, ou mais precisamente até ao rio Kifangondo a consumir-nos mais de uma hora. Passada a ponte lá fomos até ao Panguila e dai à praia de S.Tiago ou Santiago que é o verdadeiro nome da praia. O primeiro caminho levou-nos a um complexo turístico abandonado. É claro que mesmo estando o complexo abandonado tivemos de pagar ao guarda para conseguirmos ir até à praia e podermos ver os primeiros barcos. Tenho alguma dificuldade em perceber estes complexos feitos em sítios onde é necessário fazer quase sete quilómetros de picada para chegar a uma praia de água castanha, mas enfim.
A praia dos barcos é assim chamada porque ali estão cerca de 30 barcos abandonados a apodrecer na praia. Alguns têm nomes sugestivos como o Karl Marx e o Cabo Ledo. O Lundoce e os seus inponentes 150 metros, que foi pintado com as cores de Angola, não deixa duvidas sobre as suas origens, todos eles estão a apodrecer nesta praia que parece ser o cemitério dos navios da marinha mercante angolana.

No caminho para a praia atravessa-se uma zona de sapal onde estava um bando de pelicanos. Resolvemos andar um bocadinho fora da estrada, para nos aproximarmos, mais e lá fomos tirar uma fotos aos pelicanos. Apesar de haver quem tivesse muita vontade de os pôr a voar, eles mantiveram-se impávidos e serenos a uma distância segura.
Acabada a visita aos barcos, ainda tivemos tempo de ir até á Barra do Dande comer umas lagostas numa das barracas junto à estrada antes de irmos espreitar o farol e o penhasco de onde se tem uma vista fantástica da baía.
No regresso a Luanda, resolvemos evitar o Cacuaco e viemos pela Autoestrada nova até Viana e dai para Luanda, para preparar mais uma semana de trabalho.